sábado, 20 de junho de 2015

Pequenas coisas.



Bom, hoje eu não sei realmente o que me fez parar aqui. Eu terminei de assistir um filme (velho por sinal) total água com açúcar e com um final mega feliz e ao invés de eu me sentir feliz também, acabei por ficar triste. Me deu uma agonia no peito, uma tristeza estranha e eu acabei por vir pra cá.
Não é de hoje que sabemos que quando fico triste tenho vontade de escrever, mas hoje, até isso foi estranho. Tive vontade de vir escrever mas não tenho nenhum assunto em especial para ficar aqui "desemaranhando".


Foi quando me lembrei que talvez se eu apenas viesse contar a história da "noivinha" poderia ajudar a aliviar a tristeza através dessa organização de palavras em texto narrativo. Já tem algum tempo realmente que eu tenho vontade de escrever esse "acontecido", mas não vim antes porque fiquei esperando a inspiração e principalmente o motivo pelo qual escrever sobre isso. Outro dia me deparei com uma situação que foi exatamente como dessa história que vou contar. Essa situação me fez remeter a essa lembrança e por um dia inteiro eu fiquei pensando na relação entre os dois acontecimentos e em escrevê-los assim que possível. No dia, consegui fazer relação com outros episódios parecidos durante a minha vida, mas por algum motivo secreto depois de tê-los lembrandos por alguns dias, dei por esquece-los e por mais que eu me esforce não consigo lembrar do que foi que aconteceu aquele dia que me fez recordar esse acontecido. E olha que eu já fiz algum esforço para lembrar. Enfim, eu estava esperando que as lembranças viessem a tona para então escrever, porque assim ia ser uma postagem mais completa, mas já que não me lembro e hoje precisei de escrever, vai faltando um pedaço mesmo.

Eu poderia nomear essa história de "A noivinha". Certo dia, alguns anos atrás, em torno de uns 5-6 anos, eu estava namorando "firme" já tinha pelo menos mais de um ano (acho que talvez tivesse mais tempo, não me recordo e não estou afim de tentar fazer as contas). Eu entrei no meu quarto e vi do lado do espelho, na parede, uma borboleta (na verdade uma mariposa, porque pousa com as asas abertas) pequena e branca. Mas não, não era somente branca, era totalmente branca, não tinha uma santa parte preta ou escura, que nem essa da foto da postagem. E como eu adoro animais e insetos interessantes, sai correndo que nem criança chamando mamãe. "- Mãe, mãe, vem ver!! Uma borboleta toda branca!!! Vem ver que linda!!" Não me lembro exatamente a reação de mamãe, mas deve ter sido algo do tipo: "ah, legal". (o que realmente não importa nessa  história hahaha). Eis que, aparece minha madrinha (creio que elas estavam conversando na porta de casa) e diz: "Olha! É uma noivinha! Você vai casar. Todo mundo que vê uma noivinha, casa logo depois. Antes de eu casar, eu vi uma noivinha." E eu fiquei lá, calada tentando assimilar aquilo sobre casamento. Fiquei feliz, claro. Não me lembro que se sucedeu depois disso, só me lembro que de vez em quando eu vinha checar onde estava a borboleta e uma certa hora, eu vim checar como ela estava e me deparei com ela morta. Bobeiras da vida essas histórias de borboletas precederem casamentos, porém a primeira coisa que pensei foi "a noivinha morreu, não vou casar". E bom, foi isso. Desde então eu nunca me esqueci desse acontecimento, e toda vez que eu penso em casar ou ouço assuntos sobre casamentos eu me lembro da borboleta noivinha e da morte dela.


Pequenas coisas, grandes marcos na vida. Eu tenho dessas coisas na cabeça sabe? Que tudo quer me dizer alguma coisa. E isso acaba fazendo que pequenos detalhes vierem grandes acontecimentos. Penso que se talvez a noivinha não tivesse morrido, eu provavelmente teria mais facilidade de casar. Não por causa da borboleta em si, mas por acreditar que tendo visto uma noivinha significa que com certeza eu iria casar. Mas, a noivinha morreu e hoje eu tenho dúvidas se casarei. Sei que isso é coisa da minha cabeça e a situação acabou por me influenciar, mas uma vez que aconteceu não vejo como desfazer. 

O fato é que, eu tenho aprendido que o segredo não é desfazer o que já foi feito, isso realmente não existe e sim contornar a situação e seguir por outro caminho. Tentar não ficar que nem formiga perdida quando cortam seu caminho. Tentar ser mais que nem as formigas chefe, que caçam o caminho de volta dando uma desviada do obstáculo ou simplesmente passando por cima dele. Enfim, de novo, meu problema maior não é saber o que fazer  e sim por a mão na massa. Arrumar um jeito de contornar a morte da noivinha, rs. Não tem como esquecer, mas tem como arrumar um outro tipo de pensamento que talvez anule o poder daquela crença.

Bom, eu teria mais o que escrever mas eu vou aproveitar que a tristeza deu uma trégua (assim como eu previa rs) e o sono veio pra ficar e vou dormir, porque né, já são 2h da manhã e atualmente isso é MUITO tarde.  

Como as coisas mudam né? Quem diria que um dia eu ia achar duas da matina tarde. rs. Mas bem, tópico para uma outra postagem né? Boa sorte com a noivinha de vocês. rsrs

Até!






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