quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Faraó

 u falei faraó

Ê, faraó

Ê, faraó

Ê, faraó

Ê, faraó

Que mara-mara-mara-maravilha, ê

Egito, Egito, ê

Que mara-mara-mara-maravilha, ê

Egito, Egito, ê

Faraó, ó-ó-ó

Faraó, ó-ó-ó

Faraó, ó-ó-ó

Faraó, ó-ó-ó


Sim, Faraó tá tocando na minha cabeça quase 3 da manhã, apesar de eu estar com fone ouvindo músicas relaxastes para meditação (que eu gosto mt por sinal).


Enfim, achei que o título combinava com a loucura que minha cabeça tá.

Sabe aquele dia que eu achei que a Ritalina num tava fazendo nada? Então… que ingénua eu, né?

E que loucura que tá ficando. Eu tenho energia? Sim! Mas é uma energia que meu cérebro ainda num tá sabendo aproveitar direito. Eu entro num hiper focos muito loucos, mais do que eu já fazia antes. Então tipo, eu não tinha muito problema de dispersão se eu tivesse fazendo algo que eu queria, era só quando era tarefa chata. Isso eu tô falando de uma Fernanda um pouco mais estável de alguns (muitos) anis atrás.

Bom, daí a ritalina trouxe energia. Trouxe, vários dias eu acordo e não durmo pela manhã (sucesso!), hoje fomos andando ao supermercado para compras emergenciais e antes do remédio eu sempre ficava super cansada aleatoriamente no meio do caminho e tinha que andar devagar. Isso raramente acontecia com Fernanda de antes que sempre gostou de andar. Enfim, hoje não cansei, fui conversando, tava de boas.

Mas também, tenho que admitir que pode ser também que eu tenha melhorado pq diminui o trigo processado e parei de comer pão (completamente) e só como agora biscoito cream cracker integral, chá, frutas (banana, maçã e mexerica) e o almoço tava saindo ok aos trancos e barrancos.

Mas, essa semana, deu uma desandada. Primeiro eu comecei a ter energia mais de noite do que de manhã e depois, uma dia desses da semana que eu não sei qual (pq eu nem sei qual dia é de vez em quando). 

Eu consegui sentar no computador pra fazer a medalha da TJM que Jessica tava perturbando que queria por no projeto, já tinha terminado tudo e só faltava isso.

E eu, que num tô ben um pouco na vibe da TJM fiquei enrolando. Bom, mas aí esse dia eu sentei na frente do computador e comecei a fazer a medalha e a medalha devagar foi virando um foco total. Eu demorei 3 dias pra concluir a medalha, o que é normal pq ela sempre querem algo do outro mundo e eu tenho sempre que reinventar a roda. No começo tava tudo certo, no primeiro dia, eu acho, não lembro bem. Já no segundo eu fiquei meio vidrada e esqueci de tomar os lorazepam e fui dormir meio tarde e meio agitada. No terceiro dia, eu sentei no computador as 11h da manhã e não levantei a bunda do sofá até as 2 da manhã quando terminei. Se não fosse Jessica eu não tinha comido nada durante o dia. Ela me alimentou de almoço e janta. Eu sabia que eu tinha fome, mas não podia parar, eu queria terminar e eu queria que ficasse do jeito certo que tava na minha cabeça. Eu não tomei água, eu não encostei no meu celular. (Ah, agora tô lembrando que isso aconteceu uns dias antes que só eu tava mexendo com gravura, eu fiquei tão vidrada que não pegue o celular quase o dia todo e nem vi as mensagens das pessoas e nem nada.

Tá, resumindo: dormi poucos 3 dias seguidos e no 3o (Deus descansou - é isso que miinha cabeça que falar haha) tá. No 4o dia na verdade, eu tava morta com farofa e dormi de manhã.

Um dia desses aí, agora já não sei se foi durante a medalha ou não.  Eu me cadastro num workshop de dois dias da Ebac. Meu tio que recomendou e o curso era de graça. Era workshop sobre UI/UX design que é uma área que eu poderia migrar mas nunca tive mt interesse. Mas como Tamo aew precisando de grana e negócio era free, eu assisti. E olha, me surpreendii! Descobri que posso gostar dessa área e descobri um negócio chamado blueprint que é um arquivo escrito que você cria para todos os passos de qualquer projeto e eu me amarrei nisso. O workshop era dois dias, né? Do primeiro pro segundo o professor passou um exercício simples de fazer um pré projeto no figma baseado na aula que ele tinha dado. A gente teria que pensar em como funcionaria um aplicativo de contratação de cuidador de idoso.

No dia seguinte nós tivemos que fazer compras e então não pude fazer logo o exercício. Chegamos em casa tarde e faltando 1 hora pro prazo de entrega eu consegui sentar no pc. Ah, o workshop era focado no uso da AI pra acelerar o processo. Eu já falei que eu gosto de AIs? Elas gastam água do planeta? Sim. Elas não são tão confiáveis, sim. Mas, sabendo conduzir voce consegue bastante coisa. Tá, enfim, eu sentei no computador pra fazer o exercício e fui pegando as dicas com AI do jeito que o professor falou, só que: eu acabei tento 600mil ideias pra enfiar no app e fui falando com a IA e daí ela dava corda e eu tinha mais ideias e acabei criando todo cenário do que seria não só um app simples como uma empresa de contratação de cuidador de idoso onde o cuidador ia ser um prestador de serviço tipo o uber, mas nessa empresa ele ia ter vontade de participar e de ficar pq eu ia envolver influenciadores da área e nossa, virou uma outra coisa que obviamente não deu tempo nem de escrever uma linha no figma. E tá lá ao app/empresa que se chama Ampara+ e tem até slogan que eu não me lembro.

Bom, aí passou, né? Mas eu fiquei feliz que eu me interessei por UI/UX design pq é uma área que ainda não tá entupida e dá pra entrar. Então eu tive essa fantástica ideia de criar um portfólio fazendo todas as etapas do aplicativo. Desde o blueprint até programava em si (que no caso eu nem sei).

Eu perguntei pro chat GPt de ele achava possível que eu fizesse isso e ele disse que sim, que minha mente já pensa desse jeito bla bla. E eu já tenho a ideia de aplicativo que eu quero fazer a um tempão. Não tem nome, mas é um app pra comunicação familiar de acompanhamos de históricos médicos e medicamentos que cada um toma. Não vou me estender pq vai ficar grade. Mas esse eu realmente queria fazer um dia pq é algo que sinto falta saber das pessoas da minha família próxima. E é algo que num caso de emergência pode ser mt útil.

Show. Me programei pra começar esse projeto que tinha previsão de ser concluído em maios menos 5 meses se eu trabalhasse 4 horas diárias fora final de semana e feriados.

Poreeeeeeeeeem, eu tive que ir na segurança social semana passada pra eles avaliarem meu quadro e decidirem se eu ainda posso ter o benefício financeiro enquanto estou de baixa médica.

Esse dia (deu td certo na segurança social By the way). Esse dia, eu combine com Jessica da gente passar numa loja de artigos de construção (que aqui chama bricolage) tipo a Leroy, sabe? Pra comprar um cabo extensor pra eu conseguir limpar o mofo da casa. Daí aproveitei e comprei duas folhas de lixa pq queria ver se eu salvava minhas placas de linóleo. 

Então nós chegamos em casa e depois de comer eu fui lixar minhas placas e fiquei pensando em qual seria a próxima arte. E decidi que ia ser um camaleão (animal nativo da fauna do Algarve e só tem nessa área mediterrânea).

Desde essa decisão, tudo que eu penso na vida é camaleão. Pesquisei a espécie, pesquisei Fotos, pesquisem onde vive e o que comem e (hahah). E desenhei ele no caderno, depois passei pro computador e vetoriais no ilustrador. Tinha pensado em fundo pattern de alecrins (que é mto característico daqui de Portugal) demorei um dia e meio e quando eu finalmente finalizei, odiei tudo. No mesmo dia, antes de dormir, abri um aplicativo de notas e desenho que tem aqui no iOS e comecei  a redesenhar o camaleão do zero COM O DEDO! Sim, você ouviu certo. Ai o dia seguinte foi hj. Eu acordei comi e dormir de manhã. Acordei sei lá meio dia e desci pq íamos no supermercado. Jessica tava no maior hiper foco do mundo no computador extraindo dados da TJM, inserindo na IA e recebendo vários relatórios. Ela não tinha almoçado. O combinado era comer uma pizza no supermercado. Eu sentei do lado dela e abri meu camaleão, e fique desenhando pra todo sempre amém, almoçamos biscoito de mel. Jessica falava vamos? E eu: deixa só eu terminar tal coisa aqui (e nunca terminava) qundo finalmente meu celular decidiu por mim que era hora de parar (bateria começou a arriar) eu me arrumei e falei pra Jessica “tô pronta, vamos?” e ela lá com a cara enfiada nos dados (ela já tava pronta desde cedo). Ai tive que esperar Jessica sair do foco master e nos fomos no super. Compramos pouca coisa pq o dia de ir mesmo é amanhã.

Voltamos rápido pq Jessica tinha aula dos bombeiros. (Ah, nós lanchamos no café lá no supermercado). Quando Jessica saiu pra aula eu ainda ba tinha tomado banho e tava com a roupa da rua e fui sentar rapidinho no computador pra vetorizqr meu novo camaleão. Que demorou, mas gostei do resultado. E depois descobri que era melhor trocar alecrim por figueira e colocar insetos mariposa ou borboleta. Pesquisei mil tipos de borboletas do Algarve. Escolhi uma. 

Esqueci o nome e só lembrava que era algo do Egito e a palavra na minha cabeça era faraó, mas lembrava que a borboleta era nome feminino. Perguntei a Gemini: era borboleta Cleopatra. Não sei da onde foi do faraó pra figueira e depois pra vespas e depois para vespas que polinizam os figos e que é quase uma simbiose e que no Brasil tbm existe isso - apesar de eu ter visto um reels de uma moça falando que não - daí pés pra Gemini me arrumar sites confiáveis, e ela não arrumou. Aí pedi artigos científicos e aí ela mandou um realmente verdadeira, que tava dentro do site da USP, era um artigo para uma tese de mestrado onde ele estudava as simbioses das vespas de Figo. Pq pra cada espécie de figueira precisa de uma vespa específica pra polinizar. Alguma palavra no resumo desse artigo deu num nome de espécie de vespa que eu pesquisei no Google que deu num TCC de alguém do Paraná que estudou as várias espécie de vespa e figueiras do Brasil e na hora que eu fui ver, eram 2’2 da manhã, eu não tinha tomado banho, atava com a roupa da rua, não tomei os lorazepam do dia. Não bebi água….e tava lá lendo artigo científico sobre vespas-do-figo. Sendo QUR; 1. Eu odeio vespas (tenho mt medo) e 2: eu não ia usar nenhuma vespa na minha arte.

Tenho a impressão que amanhã não serei ninguém pq já são quase 5 da manhã. Pq quando eu vim dormir, sem querer bati na cama e acordei Jessica. Daí ela perdeu o sono e ficou conversando cmg e agora eu vim aqui terminar de escrever meu texto bíblia de quem não sabe resumir.


Enfim.minha cabeça tá meu doidita, mas eu não tô mais tão deprimida e tbm não posso reclamar que tô sem energia. Ela só tá vindo meio que na hora errada e eu não tô sabendo canalizar ela pra fazer as tarefas chatas que precisam ser feitas.

E tá mó legal aqui em casa que a conversa tá assim que nem dois the sims qhe falam cada um o que quer e o outro ou não ouve ou não se importa muito. Eu falo só de gravura de camaleão e Jessica falas sobre sobre o projeto e os dados da TJM. Jessica acha minha arte legal, mas não se interessa tanto em saber os pormenores. Já eu, não tô nem um pouco interessado na atuam, mas tenho que forçar fingir que to no mínimo interessada no qhe Jessica tá pesquisando. (Acho que ela faz o mesmo comigo quando começo a falar do camaleão)

Enfim, finalmente sono chegando.

Espero que dê pra entender esse texto depôs pq no momento todas as letras são borrões pq minha cabeça q cansa da e eu tô sem meus óculos dos 40 anos.

Fui!

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

A carta bomba

 Esse texto foi escrito dia 15/11/2025

Chegou outro dia, quinta feira da semana passada para ser mais precisa, uma carta pra Jessica.

Jessica é AuDHD e tá entrando num processo de depressão por mil motivos, mas os principais são dinheiro e trabalho.

Jessica teve um burnout no trabalho que ela veio fazer aqui em Portugal, no 1o emprego dela e foi uma saga. Nós conseguimos psiquiatra pra ela e ela tomou antidepressivo.

Mudamos de casa e por desencontros com o médico dela, acabou que ela ficou sem receita e não quis pedir mais.

Entrámos numa época razoavelmente boa, eu tinha arrumado emprego e ela tinha começado a trabalhar de NS na ilha. Ela reclamava do calor, do caminho, das pessoas, mas em geral ela tava feliz no trabalho. Os colegas dela eram legais e ela passou 4 meses super mega cansada mas razoavelmente bem mentalmente.

Já eu, surtei antes do segundo mês do trabalho, fiquei louca maluca, tive um burnout, ansiedade a mil, não conseguia dormir, tinha medo de ir trabalhar… não sei nem como que fui.

Marquei um psiquiatra e fiquei de baixa e estou a 4 meses de baixa ganhando um dinheiro bem pequeno pq não contribui o bastante para. A segura social.

Ok, período de bug meu, não levantava do sofá, quase.

Acabou a época balnear e depois de um tempo de futuros incertos quanto ao emprego de Jess, veio oportunidade de trabalhar na piscina da cidade.

A piscina da cidade tava com problemas internos pq está com a lotação máxima devido ao acolhimento de pessoas da capital, pq a piscina de lá está em obras.

A piscina local virou um pesadelo total, Jessica começou a ficar mal que nem no primeiro emprego e pediu pra sair. Combinou com a empresa uma maneira em que eles a despedissem e ela pudesse acionar o seguro desemprego.

Ela saiu e ficou bem e depois foi ficando depressiva pq só ficava em casa e tbm to meio doida ainda 3e a casa da doida e provavelmente ela nao tinha curado totalmente da depressão anterior.

Chegou uma carta semana passada. A carta da segurança social com a resposta se tinham aceito ou não o pedido de acionar o seguro desemprego. Resposta: pedido negado.

E em seguida a carta se explodiu na cara de Jessica deixando só brasas e fuligem preta no rosto. Óbvio, não foi o que aconteceu, mas foi o que eu vi acontecer.

Jessica ficou desorientada, a carta dizia que faltava ela ter entregue uma carta do empregador com o motivo do despedimento. Ela tinha essa carta, ela levou a carta no dia que fez o pedido e a senhora da segurança social disse que não precisava… e veja, não é que precisou? 🫠

No site o processo tá como concluído e Jessica está em curto circuito por conta da explosão da carta.

Teremos que ir a segurança social ver o que pode ser feito.

Quero ir? Não. Tenho que ir? Sim.

To preocupada? Sim

Mas to com sono pq tomei anti alérgico ontem.

Depois do almoço vamos lá.

Nós desejem sorte pq caso contrário não teremos dinheiro pra sobreviver (e nem pra voltar - coisa que não queremos.

Enfim, foi só um registro do acontecimento matutino de hoje que pode gerar consequências ou não.

Até 

Alguma coisa errada não está certa.

 Esse texto foi escrito em 14/12/2024

 Eu tô me sentindo triste.. e meio que não tem um motivo exato. Eu sei que são as trocentas decisões da minha cabeça e a lista de afazeres e tal, mas é estranho pq eu tô medicado com doses até bem consideráveis de antidepressivo e ansiolitico e mesmo assim, a paz só tá pela metade.

E sim, eu sei que eu tenho que sair, caminhar, ver a vida e bla bla, mas só tenho tido sono. Um pouco por causa dos remédios, bastante por causa dos horários de dormir (estamos trocando a noite pelo dia)

E sobre isso, eu quero mudar, mas eu entendo que meu corpo reage dessa maneira porque é uma defesa que eu tenho desde nova, pelo menos adolescente. Desde o mediano fundamental eu acho.. na época eu estudava de manhã e acordar cedo sempre foi ruim. Eu fazia as coisas toda no modo zumbi. Daí eu ia de transporte escolar. Quando eu chegava no colégio, eu já tava mais acordada. Mas ir pro colégio nunca foi uma sensação boa, então já se imagina o sofrimento que eu tinha de acordar cedo pra fazer algo que eu não queria. E eu tô falando de uma época em que eu consegui interagir com as pessoas, eu tinha amigas, o ambiente era até bom em comparação ao fundamental 1 onde eu sofria mt bullying (história pra um outro texto). Daí enfim, eu ia pro colégio e eu levava pra lanchar um pote de iogurte de tomar ou toddynho (que era nescauInho pq eu não gostava de toddy). Por mt tempo levei tbm biscoito goiabinha (amo!!), mas não sei pq, depois levava só a bebida mesmo. E era td que eu comia no intervalo (mas eu não tava de jejum, eu tinha um café da manhã com leite + nescau + açúcar (aham, vc leu certo) e pão de forma com manteiga ou requeijão, ou margarina, ou biscoito cream cracker com requeijão.. não sei mudava um pouco, mas o nescau jamais. Ai eu chegava em casa e eu odiava almoçar pq eu não gostava nem de arroz, nem de feijão, nem de legumes, nem de verduras… almoço de dia de semana pra mim era tortura. Ai eu passava direto pra cama de Mamãe e dormia a tarde inteira que Deus deu. Tipo de meio dia às 16 ou às 17h.

E eu continuei fazendo isso por toda minha vida.

Quando no ensino médio, estudei de tarde, entai eu acordava tarde, em cima da hr de me arrumar (tipo umas 11h)

Quando na faculdade se eu tinha aula de manhã eu chegava e dormir de tarde e se aula era a tarde eu acordava tarde que nem no ensino médio.


Depois de formada a vida vai dar umas reviravoltas, mas eu lembro mais pro final assim que eu não tinha emprego e nem expectativa de achar algo pra fazer e tava como sempre perdida no espaço e no tempo. Eu era obrigada a sair com meu cachorro de manhã e ele me acordava às 6h em ponto. Ai eu saía com ele, tomava café da manhã na volta, guardava a louça da máquina de lavar (era uma das minhas poucas tarefas e isso eu já era adulta) depois eu tomava café da manhã, tomava um banho e ia dormir até sei lá que horas.

As vezes eu demorava a pegar no sono, as vezes eu ligava pra Jessica de manhã e falava com ela boa parte da manhã, daí eu só ia dormir de fato perto das 11h…

Enfim, sempre teve soneca (sempre que deu né!)

E sempre que eu tô em casa, eu imagino que como é o modus operandi do meu organismo, eu volto pro que me era comum.

Sim, dormir em horas malucas, quase sempre me fazia dormir tarde da noite. Eu gostava de estar acordada tarde da noite, era uma paz interna indescritível. Era mais friozinho. Eu amo a lua e as estrelas e a escuridão. Tinha barulho de coruja, eu amo barulho de coruja.

Ninguém me perturbava, e era assim, um silêncio com barulhos bem específicos mais de pássaros ou animais. E isso me acalmava. Mas não era me acalmava pra dormir, me acalmava pra viver… era tipo liberdade.

Aqui eu não sinto tanto isso, apesar de sim, o barulho da rua diminuir ajuda mt na paz interna.

Mas é isso.. agora o que eu tenho que entender é: como quebrar um ciclo de 40 anos?

Eu sei uma forma: arrumando um trabalho formal.. o sono se ajeita rápido, eu fico com sono super cedo. Acordar cedo é sempre desafiador de toda forma, mas é um pouco menos ruim. Mas trabalho formal, vem com um preço. O desgaste de não ter meu tempo de recuperação quando eu preciso e isso quando se acumula eu acabo saindo do emprego.

Ou como recentemente, meu organismo me obrigou a parar de trabalhar e tô aqui a 4 meses de licença médica, me sentindo uma merda por estar usufruindo de subsídios do estado por tanto tempo. Sendo que esse subsídio é bem pouquinho pq minha colaboração para a segurança social foi baixa por conta do part-time que tive por último.

Enfim, nem sei mais qual era o motivo do texto.

To perdida e triste. É isso.

Perdida, triste, porém medicada então não tem tanto a parte da ansiedade. 

E claro, para o tema musical desse texto a escolha não podia ser outra: time - pink Floyd.


Bom, são 3:30h da manhã. Sono chegou chegando.

A gente se vê! Inté

O problema do dia seguinte


Esse texto foi escrito em: 11/12/2025


 O dia de amanhã (que pode ser qualquer amanhã desses últimos tempos), é sempre confuso mentalmente pq tem uma pilha de coisas as serem feitas (que realmente precisam ser feitas) e tem uma segunda pilha de coisas que eu poderia fazer (principalmente pra ganhar dinheiro) e dentro dessa última lista ainda tem coisas que eu gostaria de fazer.

Daí meu cérebro não quer fazer escolhas de quais são as prioridades de amanhã e do que que a gente dá conta e sabe o o que acontece?

Acontece o inverso, a fuga da realidade passa de dormir para não dormir.

Não fez sentido? Mas você vai entender: é tipo um código de programação com uma condicional simples se problemas durante o dia, então dorme para passar o dia. Se problema durante a noite sobre o dia seguinte, então não dorme pra não chegar amanhã.

O objetivo do meu cérebro é muito simples, ao invés dele pensar em organizar os dias, por exemplo, não! Ele prefere gastar a energia dele pensando em qual vai ser a melhor estratégia para escapar dos afazeres. Acho que meu cérebro é o NEO do matriz hahah solucionar problemas? Nah… criar estratégias mirabolantes para se esquivar furtivamente dos problemas? Claro, pô! Melhor escolha, porque não seria? Han? Que? Não entendi, acho que preciso ir. Tchaaaau! *imagina um ladrao de desenho animado fugindo furtivamente na ponta dos pés e fazendo Le Parkour pela cidade.

Enfim, o sono apareceu. Vou aproveitar a deixa, acho que quando eu escrevo eu confundo ele e como ele tem concentrar nas palavras e tudo mais, ele esquece momentaneamente do amanhã e aí o sono ganha.

Fui O dia de amanhã (que pode ser qualquer amanhã desses últimos tempos), é sempre confuso mentalmente pq tem uma pilha de coisas as serem feitas (que realmente precisam ser feitas) e tem uma segunda pilha de coisas que eu poderia fazer (principalmente pra ganhar dinheiro) e dentro dessa última lista ainda tem coisas que eu gostaria de fazer.

Daí meu cérebro não quer fazer escolhas de quais são as prioridades de amanhã e do que que a gente dá conta e sabe o o que acontece?

Acontece o inverso, a fuga da realidade passa de dormir para não dormir.

Não fez sentido? Mas você vai entender: é tipo um código de programação com uma condicional simples se problemas durante o dia, então dorme para passar o dia. Se problema durante a noite sobre o dia seguinte, então não dorme pra não chegar amanhã.

O objetivo do meu cérebro é muito simples, ao invés dele pensar em organizar os dias, por exemplo, não! Ele prefere gastar a energia dele pensando em qual vai ser a melhor estratégia para escapar dos afazeres. Acho que meu cérebro é o NEO do matriz hahah solucionar problemas? Nah… criar estratégias mirabolantes para se esquivar furtivamente dos problemas? Claro, pô! Melhor escolha, porque não seria? Han? Que? Não entendi, acho que preciso ir. Tchaaaau! *imagina um ladrao de desenho animado fugindo furtivamente na ponta dos pés e fazendo Le Parkour pela cidade.

Enfim, o sono apareceu. Vou aproveitar a deixa, acho que quando eu escrevo eu confundo ele e como ele tem concentrar nas palavras e tudo mais, ele esquece momentaneamente do amanhã e aí o sono ganha.

Fui

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Dumping das tarefas não tarefas

Aham, é isso mesmo. Tava com o negócio fresquinho na cabeça e tava com vontade de escreve sobre, mas escolhi assistir a 3a temporada de Yellowjackets e agora são quase uma da manhã e eu tô com sono.


Mas vou tentar fazer um dumping de coisas que a minha nova psicóloga (assunto pra outro texto) meio que pediu e meio que não pediu, mas pediu hahaha entendeu?


Para próxima consulta:

Relatório médico?

Minha situação atual de saúde:

  • Depressão?
  • Ansiedade mais ou menos controlada 
  • Esteatose hepática não sei que nível pq aqui em Portugal não fala
  • Taquicardia (que não é bem esse o nome, mas eu não sei o nome certo
  • Histórico: tirei a vesícula (colecistectomia)
  • Descobri arritmia e fiz um procedimento (ablação para curar 
  • Tenho tido muito refluxo 
  • Tenho alergia a Dipirona, amoxicilina e Sulfa
  • Coisas menores: tenho dermatite seborreica no couro cabeludo e agora se espalhou para a orelha.
  • Tenho intolerância à lactose 
  • Apneia do sono?
  • Por causa das medicações: tremores no corpo e zumbido no ouvido


Histórico de doenças familiares:

  • Meu avô por parte de pai tece 3 infantis e fez 3 pontes de safena. Ele tinha sobrepeso e muitos problemas de artrite/artrose
  • Meu avô por parte de mãe faleceu aos 40 de Infecção hospitalar após procedimento que ele fez por conta de uma esquistossomose que ele pegou quando criança e só descobriu mais velho
  • Minha avó por parte de pai tem arritmia, pressão alta e algum problema com evacuar sangue. Não sei se chegaram a fechar o diagnóstico, mas era algo com os divertículo mas não era diverticulite. Ela foi internada 3x por conta disso.
  • Minha avó por parte de mãe também tem arritmia e problema de coluna bem complicado que faz ela ficar toda inclinada e parece que também pressiona o coração.
  • Minha mãe tem hipotiroidismo e toma levotiroxina (apuram T4). Ela teve tuberculose e faz reposição hormonal.
  • Meu pai tem diabetes, colesterol alto e refluxo por conta de falha na válvula mitral.
  • De mais longe: meu tio-avô por parte de pai morreu de cancer de pele (melanoma)


Outro dumping:

O que tem me deixado ansiosa ultimamente (vai ser uma lista grande)

  • dinheiro (como vamos fazer pra sobreviver?)
  • Minha situação. Tô deprimida? Vou conseguir funcionar?
  • Medo de trabalhar de novo - não quero 
  • Todos os problemas de saúde que tenho ou que possa ter (Aham, minha cabeça cria uns)
  • Problemas gastrointestinais (uma mistura de síndrome do intestino irritável + eu ignorando minha doença autoimune e tomando leite + não ter vesícula e continuar comendo besteiras + a sertralina que colaborou em aumentar o refluxo)
  • O IRS que eu não fiz e que teoricamente é algo que eu resolvo logo, mas tenho medo de abrir o portal das finanças
  • Q casa: zona de guerra total, quase um episódio de acumuladores, sujeita,  cabelo, bagunça, bagunça e + bagunça. Roupas pra lavar, roupas pra guardar. Mil tarefas de casa que não quero fazer, não tenho energia e não sei por onde começar (talvez eu saiba sim, é só mais uma desculpa para não começar)
  • Jess: tá entrando em depressão também e não temos dinheiro pra pagar + uma consulta de psiquiatria. To preocupada…
  • Muitas possibilidades de fazer dinheiro, mas todas requerem muito esforço meu e tá difícil de encontrar as colheres de energia esses dias. Melhorei, mas não completamente.
  • Hoje faz uns 5 dias que eu não tomo banho e acho uns 7 ou 8 que não lavo a cabeça 
  • Meu cabelo caindo a torto e direito (acho que vou ficar careca, isso é sinal de outras doenças?)
  • Mamãe é deus bugs.. 
  • minha alimentação 
  • Tem mais coisa, mas eu tô sono…depois eu incluo mais dados, eu acho…



Fui

Ah, tô feliz com minha nova psicóloga, porém triste por motivos indefinidos.

As coisas tão mt não decididas e isso deixa minha cabeça louca